Forte   é quem   vence  sem  lutar, 
        mesmo tendo o  poder de vencer lutando...
No início do Século XX, o desporto de alto rendimento se tornou o maior evento social. O esporte espetáculo polarizou-se entre o “amadorismo profissionalizado” do Olimpismo, e o “profissionalismo amadorístico” dos jogos com bola, como oFutebol.
O desenvolvimento das Lutas e Artes Marciais começou décadas depois: Instalados em Okinawa, após a II Guerra Mundial, os americanos surpreenderam-se com a eficiência de uma técnica dos nativos, e disseminaram sua faceta competitiva pelo Mundo. Assim como o refrigerante mais conhecido, o Karate não necessitou de propaganda para se espalhar: Em 1965,Akira Taniguchi promoveu a primeira competição interestadual, entre São Paulo e Bahia.  Em 23/12/1969, iniciam os campeonatos brasileiros. Em 22/4/1972, em Paris, no ginásio Coubertin, idealizador do movimento olímpico, o brasileiro Luiz Tasuke Watanabe foi o primeiro ocidental a vencer um mundial.
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Nessa época, o mundo passava por intensas transformações que revolucionaram a maneira de viver em nosso país.
acultura da superficialidade estava tomando conta da sociedade. Disseminando o péssimo hábito de decidir seminformações de qualidade e fazer escolhas sem esforço consciente, provocando uma terceirização de partes importantes do processo de pensamento. Isso facilita a imposição de padrões de consumo, com a indução de falsas crenças, e a total inversão de valores.
Para ampliar o lucro proporcionado pelo consumismo, incentivam o egocentrismo e todas as formas de rivalidade, exacerbam a sexualidade e disseminam, sobre diversas formas, o medo, atavismo que aciona o cérebro réptil e entorpece a capacidade de raciocínio. Sobrecarregam os indivíduos de informações inúteis e desencontradas e induzem toda espécie de paradoxo.
A prática das artes marciais e lutas permite manter o medo sobre controle o que, conjugado a metafilosofia oriental que as impregna, torna difícil manipular um iniciado, cuja percepção é diferenciada. Para anular essa influência altamente positiva,os sociopatolobistas da acultura da superficialidade aplicaram duas estratégias: Incentivar a rivalidade atávica, e difundir falsas crenças, como a de que: “Artes Marciais fomentam a violência”. Como fazem isto? Clique aqui e assista.
Da rivalidade atávica:
2ª onda de desenvolvimento propiciou o acúmulo de riquezas, ampliando geometricamente a ganância. Isso desencadeou uma busca por mecanismos de especializada proteção. Ao empilhar conhecimentos, também foi desenvolvida a sabedoria para a luta. Contudo, a defesa efetiva, além de técnicas de combate, também exigia o segredo: Os conhecimentos somente eram transmitidos aos filhos, ou discípulos selecionados. A vida era resolvida em combates reais. Os mais hábeis sobreviveram! Esse modelo sectarista, transmitido durante trocentas gerações, aflorou em um mercantilismo selvagem, o mesmo que destroçara a maior e mais duradoura das culturas! Em pouco tempo, percebendo o perigo que os especialistas marciais representavam para os planos de dominação global, os sociopatolobistas passaram a os jogar uns contra os outros, incentivando o egocentrismo. A rivalidade entre cada uma das centenas das modalidades de Luta amplia-se em numa teia de níveis porque, cada uma, subdivide-se em estilos ou escolas e, estas, em linhagens! Isso proporcional que, durante décadas, os especialistas marciais fossem envolvidos em desgastantes conflitos internos. Só no Brasil, em algumas décadas foram criadas mais de 30 modalidades de artes marciais. Na China, quando o governo comunista impôs uniformidade, apenas uma arte marcial, o Taijiquan, estava dividido em mais de 2000 estilos. Durante décadas, os especialistas marciais foram nocauteados pelos sociopatolobistas, que usaram sua habilidade em manipular o processo de pensamento humano para transformar a chama da rivalidade em uma fogueira de vaidades.
O paradoxo das Artes Marciais
Para inverter os valores, a mídia passou décadas difundindo falsas crenças, como a de que:“Artes Marciais fomentam a violência”Nada mais distante da realidade! Peter Payne, no título da sua obra, já associava Artes Marciais aos Mitos e Mistérios (capa, ao lado).
Apesar de preparar para o combate, a Arte Marcial desenvolve o caráter pacifista:    Aprender a arte de lutar molda a tranqüilidade e desenvolve o Ki, a capacidade de fluir a energia com paz interior, desenvolvendo o poder de cura, como ilustra a p. 86:
 “Farta literatura mundial indexada e com credibilidade no meio científico, a prática de modalidades que envolvem artes marciais não é prejudicial á saúde, independente da idade de quem pratica.” Roberto C. Arena de Souza, médico.
No livro “Samurai, o Lendário Mundo dos Guerreiros”, Stephen Turnbill,   Doutor em História, graduado pela Universidade de Cambridge, intitula a conclusão de “O Paradoxo da Tranqüilidade”.
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O arquiteto Helio Riche Bandeira há décadas, por vocação, bandeou para o ensino das Artes Marciais e, hoje, leciona na melhor escola do sul do país, o Colégio Militar de Porto Alegre; graduou-se em educação física, e seu mestrado em educaçãotratou dos benefícios da prática de Artes Marciais. Íntegra do trabalho, aqui.
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Há duas décadas, a BBC londrina mandou Howard Reid e Michael Croucher, seus principais repórteres a Índia, China, Japão, e Filipinas, descobrindo sobre o Aikido, Bojutsu, Eskrima, Hsing-I, Kalaripayit, Karate, Kendo, Kung-Fu, Marma Adi, Naguinata-Dô, Pa-Kua, Shorinji Kempo, Tai-Chi.
Após editar documentários sobre os grandes mestres das Artes Marciais, descrevem no livro "O Caminho do Guerreiroo Paradoxo das Artes Marciais” sua experiência sobre a intrigante constatação de que a prática de uma habilidade mortal auxilia a alcançar a iluminação espiritual.      A preparação para a luta propicia uma paz interior: Os mais exímios lutadores do mundo, são pacifistas, éticos, disciplinados, tranqüilos, e dotados de extraordinário grau de percepção.
Do fenômeno global:
- O crescimento  mundial -
GAISF, a Associação Geral de Federações Esportivas Internacionais, tem por objetivo unir as federações internacionais, apoiar a sua autonomia, incentivar e facilitar a partilha de conhecimentos e de competências. Em 2004, transferiu sede para Lausanne, e trocou o seu nome para SportAccord Combat Games.
Foi o ponto de partida para superar um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento das Lutas: A tradição de rivalidade, fomentada e distorcida pela acultura da superficialidade, jogando uns contra os outros.
Em 2010,  triparte-se o esporte mundial, com novo foco de intensa atração, nos Jogos de Combate, ou Jogos Marciais no First SportAccord Combat Games:
Mais de mil atletas, homens e mulheres representando o melhor de 13 Artes Marciais, selecionados pelas respectivasFederações Internacionais, participaram de competições e demonstrações especiais, em evento acompanhado de intensa programação cultural: Aikido (80 atletas), Box (80), Judo (80), JyuJitsu (96), Karate (80), Kendo (80), Kickboxing (84), Muaythay (88), Sambo (96), Sumo(96), Taekwondo (64), Wrestling (96) e Wunshu (72), em Beijing, China, de 24 de agosto a 4 de setembro de 2010. Detalhes aqui.
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O SportAccord Combat Games é presidido por Hein Verbruugen, de respeitável currículo: De 1991-2005,  presidiu a União Ciclística Internacional, quando assumiu a Vice-Presidência do SportAccord Combat Games;  membro do COI Comitê Olímpico Internacional desde 1996, durante as Olimpíadas de 2008 demitiu-se do COI sendo, contudo, homenageado como membro honorário do COI e do Comitê Olímpico Holandês. Em 2005, foi-lhe outorgada a posição de oficial da Ordem de Orange-Nassau, da cavalaria holandesa, criada há 120 anos (1892para honrar aqueles que conquistaram méritos especiais para a sociedade.
Em 2013, a segunda edição do SportAccord World Combat Games acontecerá em St. Petersburg, cidade reconhecida pela UNESCO pelo valor cultural, com mais dois esportes: O Savate e a Esgrima.
Da transcendência:
As dificuldades dos especialistas marciais, no Brasil, reflete-se na omissão, do poder público, com respeito aregulamentação.
Apesar da infâmia sofrida no Brasil, a transcendência característica das Artes Marciais permitiu resistirem ao assédio aqui, enquanto cresciam no mundo, a ponto de se tornarem a segunda modalidade de atividade física mais praticada no planeta, na virada do milênio!
MMA, foi o maior fenômeno do mundo do esporte, e seu impressionante índice de crescimento de milhares de pontos percentuaisdificilmente será superado.
Fenômeno global de 2011, no país do futebol, as Lutas bateram a audiência dos jogos dos campeonatos estaduais de futebol profissional. A mídia, até então avessa às Artes Marciais, percebeu que não poderia ficar de fora de um negócio tão grandioso. Mesmo que não se desenvolva o efeito pendular do preconceito reverso, Lutas se tornarão o principal esporte espetáculo. A própria acultura da superficialidade a qual, por décadas, sufocou as Lutas, colabora para mudar o modelo: Querem aproveitar a emoção. Jogos com bola envolvem de uma hora de espetáculo; já uma luta pode ser saboreada em poucos minutos, agregando um menu de opções altamente palatável para a sociedade que se encontra entorpecida pela falsa crença de que tudo precisa ser muito rápido. Ademais, os esportes com bola que, hoje, ainda ocupam a posição de destaque, consistem em um conjunto de abstrações com considerável carga de distorção da realidade. É muito mais fácil envolver-se nas Lutas, que sempre fizeram parte do mundo real:
A vida é uma competição, que iniciou há 4 bilhões de anos, e na qual não há prêmio para o segundo lugar! Quem trabalha com Direito Desportivo, fique ligado: O que, por enquanto, ainda protege o esporte bretão do nocaute é o clubismo no futebol. Contudo, começa a se desenvolver nas Lutas também, e a Copa Pódio até criou enquête! Em breve, os mais idolatrados e bem pagos atletas, podem deixar de ser os pés de obra.